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sexta-feira, 29 de abril de 2011

O que desejei às vezes


"O que desejei às vezes
Diante do teu olhar,
Diante da tua boca!
Quase que choro de pena
Medindo aquela ansiedade
Pela de hoje - que é tão pouca!
Tão pouca que nem existe!
De tudo quanto nós fomos,
Apenas sei que sou triste."

António Botto

Ó Pátria mil vezes Santa,


Ó Pátria mil vezes Santa,
Meu Portugal, minha terra,
Onde vivo e onde nasci!
Na tua História me perco,
E nela tudo aprendi.
Mesmo que fosses pequena
E eu te visse pobre e nua,
Ninguém ama a sua Pátria por ser grande,
Mas sim por ser sua!


António Botto (Portugal)